Marco Antônio Astoni
Marques não vai mais jogar futebol profissionalmente. A notícia da não renovação do seu contrato com o Galo foi dada nesta quarta-feira, e pegou muitos de surpresa. Afinal, o maior ídolo da torcida atleticana nos últimos tempos planejava encerrar a carreira apenas no final do Campeonato Brasileiro, plano que não foi compartilhado por Vanderlei Luxemburgo, por isso a antecipação do ato.
Com a aposentadoria de Marques, o futebol fica mais pobre e mais triste. Não que o xodó estivesse jogando o fino da bola nos últimos anos, fazendo jogadas magistrais ou resolvendo as partidas para o Galo. Longe disso. Mas o esporte perde um pouco do lirismo, da paixão e de seu lado lúdico cada vez que um jogador com o caráter de Marques Batista de Abreu pendura as chuteiras.
O atacante é um raro caso de amor ao clube e à torcida nos dias de hoje. É difícil ver um jogador admirado até pelos torcedores do maior rival. A cena de Marques na final do Campeonato Mineiro, após marcar o segundo gol do Atlético, é daquelas que vai ficar no subconsciente popular e nos programas de retrospectiva esportiva por muitos e muitos anos. E além disso, Marques provou, ao longo dos anos, compromisso com o clube, bastante incomum nos dias de hoje.
Que o Atlético, mais do que qualquer outra instituição ou pessoa, saiba homenagear o grande atleta, profissional e, sobretudo, homem, que defendeu suas cores por tanto tempo, com a grandeza que ele merece. E fica desde já a saudade de ver o Mineirão cheio saudando o grande craque, com o grito inconfundível: Olê, Marques! Olê, Marques!

Internacional 1 x 0 



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